Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Capela’

As capelas do palácio de Versalhes não são um exemplo isolado do patrocínio da arquitetura religiosa de Luís XIV. Como todos os seus grandes projetos arquitetônicos, Luís XIV patrocinou um ambicioso trabalho religioso e expressou a sua magnificência e gosto pessoal. Um dos mais curiosos aspectos de Versalhes é a sua sucessão de capelas. No reinado de Luís XIV, Versalhes viu não menos de cinco capelas.

A capela final, a quinta, do Palácio de Versalhes é uma obra-prima. Com início em 1689, a construção foi suspensa devido à Guerra da Liga de Augsburgo; Jules Hardouin-Mansart  retomou a construção em 1699, continuando a trabalhar no projeto até a sua morte em 1708, após o que este foi continuado e concluído pelo seu cunhado, Robert de Cotte.

Dedicada a São Luís, a capela foi consagrada em 1710. O modelo palatino da capela é tradicional; de qualquer forma, a colonata  Coríntia do nível da tribuna é de um estilo clássico que antecipa o Neoclassicismo  do final do  Séc. XVIII . O nível da tribuna é acedido pelo vestíbulo que foi construído ao mesmo tempo da capela.

O chão da capela é embutido com mármores multi-coloridos e nos degraus que levam ao altar está o monograma coroado de Luís XIV, com “L”s entrelaçados. Aderindo à decoração eclesiástica, a decoração da capela refere-se ao Velho e ao Novo Testamento: o teto da nave representa “Deus Pai em sua Glória trazendo ao Mundo a promessa da Redenção” e foi pintado por Antoine Coypel, a meia-cúpula da abside foi decorada com “A Ressurreição de Cristo” por Charles de LaFosse e, por cima da tribuna Real está “A Descida do Espírito Santo frente à Virgem e aos Apóstolos” por Jean Jouvenet.

Durante o Séc. XVIII, a capela testemunhou muitos eventos da Corte. Foram cantados Te Deums para celebrar vitórias militares e o nascimento de filhos dos Reis, também foram celebrados casamentos na capela, tal como o casamento do delfim — mais tarde Luís XVI — com Maria Antonieta em 1770. De qualquer forma, de todas as cerimônias realizadas na capela, aquela associada à Ordem do Espírito Santo  está entre as mais elaboradas.

Atualmente a capela, a qual foi re-consagrada, serve como local de concertos de câmara.

A primeira capela do palácio data da época de Luís XIII e estava localizada num pavilhão separado, a Nordeste do palácio (atualmente o local é ocupado por La pièce de la vaisselle d’or ou por le Cabinet de Mme Adélaïde, aproximadamente). Esta capela, a qual seguia o modelo palatino  — uma capela de dois pisos, o piso superior reservado ao monarca e membros da família Real, o piso inferior usado por membros da Corte e da casa Real — foi destruida em 1665  quando a Grotto de Thétis foi construida.

A segunda capela do palácio estava situada no grand apartment de la reine (formando correspondência simétrica com o salon de Diane no grand appartement du roi). Esta capela de modelo palatino teve vida curta. Quando Luís XIV iniciou a terceira campanha de construção, esta capela foi convertida em salle des gardes de la reine.

Localizada próximo da nova salle des gardes de la reine, a terceira capela foi transitória. Em 1682, esta sala foi convertida na grande salle des gardes de la reine (também conhecida como la salle du sacre).

Quarta capela – com a construção da ala Norte, foi construida uma nova capela em modelo palatino. A construção da ala Norte exigiu a destruição da Grotto de Thétis; foi neste local que se construiu a nova capela em 1682.  Esta capela permaneceu em uso pela Rei e pela Corte até 1710.

Fonte: Wikipédia

Como chegar até o palácio de Versalhes:

De Comboio – Estação ferroviária de Montparnasse (SNCF),  RER   C ,  compre um bilhete Paris-Versailles Rive Gauche, zonas 1-4. O trem tem um “V” , não tem como errar. A viagem leva 30 minutos e depois uma caminhada de uns 800 metros até o palácio.

De ônibus –  de Pont de Sèvres, linha  171 sentido RATP Versalhes place d’Armes.

De carro: pegue a auto-estrada A 13 sentido Rouen.

Horários: De 1 de Novembro a 31 de Março todos os dias exceto segundas-feira, de 09 às 17.30hs (última visita às 17:00hs)
De 1 de Abril a 31 de Outubro todos os dias exceto segundas, das 09:00 às 18.30 (última visita às 18h).

Até o próximo post.

Read Full Post »

Cheguei em Queluz  cheia de expectativa quanto ao palácio. Se o exterior  não tem o aspecto esperado, o interior do palácio e os jardins são testemunhos do  valor histórico e de afirmação do poder real.

O Palácio Real de Queluz, também conhecido por Palácio Nacional, é uma das obras mais notáveis da arquitetura portuguesa. Como antiga residência dos monarcas lusitanos do Séc. XVIII, abriga suntuosos salões com influência francesa, como podemos observar nas formas, interiores,  bem como  nos jardins.

No interior, merece ser salientada a Sala do Trono, em estilo Luís XV, dedicada ao seguimento de longas sessões de música e baile. As pinturas do teto, representando a Fé, o Sol, a Esperança (lado sul), a Justiça, a Guerra  e a Caridade (lado norte), foram executadas sob a orientação do pintor João de Freitas Leitão.

A Sala dos Embaixadores, igualmente belíssima,  tem paredes  revestidas com valiosos tecidos, mármores e espelhos. (Foto: Nuno Cardal-Quimera)

A Câmara do Rei, conhecida também como de D. Quixote, está decorada com pinturas que representam passagens da vida do cavalheiro espanhol. (Foto: Luís Pavão)

Para completar a excursão pelo interior do palácio é interessante visitar a Sala das Merendas com pinturas do Séc.XVIII; o Oratório das princesas Maria José e Maria Dorotéia; a Sala de Lanternem que contém um quadro do rei D. Miguel; e a Sala de Música com três magníficos candelabros de cristal de Veneza.

Sala das Merendas, por José Pessoa.

Passe  o mouse para ver os créditos das fotos.

A Capela

Sala da Música

Fiquei realmente encantada com o palácio  e seus tesouros.

A Casa das Mangas, com azulejos  nas paredes que representam cenas da epopéia marítima portuguesa,  é outra sala  a ser destacada nesta visita.

Também chamado de Corredor das Mangas. Vista de  outro ângulo.

Vaso de porcelana Chinês – A maioria das peças desta coleção pertencem ao período Quianlong e ao início do século XIX. Englobam-se na chamada “China de Exportação”, conhecida por  nós como  “Companhia das Indias”.

Esse trabalho em madeira me fez lembrar uma mesa feita pelo meu avô, também português, da cidade de Ílhavo, próximo a Aveiro.

Abrindo um parêntese, esta é a mesa feita pelo meu avô Rodrigues. Notem os detalhes de cada pedacinho de madeira colocados  para formar o desenho. Uma beleza!

No Palácio Real – Papeleira com Alçado, segunda metade do Séc. XVIII, que apresenta um rico trabalho de marchetado e embutidos.

Sala do Despacho (Foto: Luís Pavão)

A Sala do Conselho de Estado ou Sala dos Embaixadores – detalhes do teto.

Toucador da Rainha – foto Luís Pavão. Olha que assoalho maravilhoso!

Sinceramente não estava preparada para tirar tanta foto. As vezes é muito bom ter outra máquina com a bateria carregada. Ainda mais quando não tem uma Lan House por perto. Fiquei tão entusiasmada que fui clicando em tudo que via. Mas valeu  a pena ter essa recordação da viagem. Algumas fotos foram perdidas por pura inesperiência em fotografia.

Fiquei feliz em saber que obras de recuperação e conservação foram realizadas  em todo o palácio de Queluz.

Os jardins do palácio abrangem uma área de 16 hectares da antiga Real Quinta de Queluz, os quais visitaremos no próximo post.

Até.

Read Full Post »