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Tarte Flambée Alsaciana – Delícia!!

Bem, chegou a hora do almoço e para recarregar a energia escolhemos  um prato típico da região.

Flambée Tarte é um  prato alsaciano composto de massa de pão fino enrolado em um retângulo (tradicional) ou um círculo, que é coberto com crème fraîche , em fatias finas cebolas cruas e lardons.  É uma das especialidades gastronômicas mais famosas da Alsácia.

Dependendo da região, este prato pode ser posta em alsaciano  flammekueche, em alemão  Flammkuchen, ou em francês  flambée tarte. Existem muitas variações da receita original, em termos da guarnição.

A lenda diz que os “criadores” deste prato foram  agricultores alemães da Alsácia, Baden ou do Palatinado, que costumavam cozer o pão, uma vez por semana ou a cada duas semanas.  Na verdade, a tarte flambée era originalmente um prato caseiro que fez a sua estreia urbana até a “mania da pizza” da década de 1960. A tarte flambée seria usada para testar o calor de seus fornos de queima de madeira. No auge de sua temperatura, o forno também teria as condições ideais para se assar uma tarte flambée. As brasas seriam deixadas de lado para dar espaço para a tarte no meio do forno e o calor intenso  seria capaz de cozê-lo em 1 ou 2 minutos.  A crosta que se forma na borda da tarte flambée seria quase queimada pelas chamas.  O resultado se assemelha a uma fina pizza .

O próprio nome vem deste método de cozimento, a  tradução inglesa do nome original da Alsácia é “chama-azedo” ou “inflamado pie” (assado no fogo).

Em partes do norte da Alsácia, no Palatinado e em Baden, a crème fraîche pode ser substituído por queijo branco (semelhante a Quark ), ou por uma mistura de metade de fromage blanc e crème fraîche metade.

(Wikipedia)


Segue a receita para quem desejar experimentar.

Receita de  Tarte Flambée
(Flammeküeche Elsässer)

Ingredientes:

500 g de massa de pão
250 g de queijo cottage
1/4  l de creme
2 cebolas grandes, 80 g de bacon (toucinho)
1 colher de sopa
sal, noz-moscada, pimenta

Instruções:

Corte o bacon em lardons. Pique as cebolas. Misture o requeijão e creme. Tempere com sal, pimenta e uma pitada de noz moscada ralada. Abra a massa  o  mais fina possível (muito importante), em assadeira untada. Espalhe a mistura sobre a massa de queijo-creme com uma espátula de madeira.
Polvilhe a superfície da massa com cebola e bacon. Regue com azeite. (Também é possível incorporar a mistura de cream cheese em óleo). Asse em forno quente (de preferência, forno de pão) 10 min. A Torta  é muito melhor quando cozida nas aldeias, como antes, em um forno de pão, pré-aquecido com os galhos que, além de introduzir a pá de madeira, onde o bolo é então ” lambido ” pelas chamas.

Mas para nós, o forno atual deve servir. rsrs

Outras iguarias alsacianas: Choucroute, Kugelhope, Bäckeofe, Torta de Damasco, Bretzel (Bratschtall).

Bom Apetite!

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Saindo de Basel-Suíça em direção a região da Alsácia-França. Pegamos uma estrada secundária. Passamos para o lado da Alemanha, depois cruzamos o Reno outra vez para chegar à França. Passamos por várias cidadezinhas, uma usina nuclear (Fr), uma usina elétrica, a fábrica da Rhodia e plantações irrigadas. Viajamos mais alguns quilômetros e chegamos a Colmar, uma cidade  com arquitetura alemã fundada no Séc. IX. É de lá o escultor da famosa Estátua da Liberdade de Nova York, Frederic Auguste Bartholdi . Colmar está na rota dos vinhos, é uma cidade que convive com prédios em estilo gótico e com  arquitetura moderna.  Localiza-se  no departamento de Haut Rhin (Alto Reno), entre a Basileia (60 km) ao sul e  a cidade  de Estrasburgo (65 km) ao norte.

Image (67) Devido a seus canais é conhecida como a Pequena Veneza (Petit Venise), referindo-se a cidade italiana de Veneza. Também é conhecida pelos seus vinhos. A Rota dos Vinhos, como é conhecida a região da Alsacia, é um deleite para os amantes de um bom vinho.

Image (68)

Petite Venise.

Banhada pelo rio Lauch, está distante do Rio Reno  aproximadamente 20 km. Essa região já fez parte da Alemanha. Preserva os monumentos arquitetônicos e museus, como as casas de madeira velha. Image (69) Outra característica das  cidades alsacianas são as casas floridas. É costume embelezar todas as janelas. Tem até concurso nacional para escolher a cidade mais florida e também,  as vilas mais bonitas da França. Tem flores em tudo que é lugar! A cidade fica linda!

Image (70) Parece um cenário de contos de fadas. O centro histórico  de Colmar  apresenta arquitetura tipicamente alemã.

Image (72) O passeio por essa encantadora  cidade pode ser feito a pé ou nesse  trenzinho.

Image (81) Image (82) Esse cidadão é um imigrante do leste europeu. Nos proporcionou um momento especial enquanto fazíamos um pequeno lanche.

Image (78) Detalhe dos telhados Image (77)

Cour Sittler

A área central da  antiga cidade, bem conservada, alberga vários edifícios, alguns de grande tamanho, em estilo gótico alemão e primeiro renascimento, bem como várias  igrejas antigas, entre as quais está a  de San Martín (do século XIII) como a maior e mais notável. 

Os vitrais da igreja  são realmente belíssimos.

Atrações de Colmar: *Old Town *Little Venice – na entrada da Pequena Veneza, nas quintas-feiras, o Mercado Coberto (Marché Couvert)  está aberto para visitação. *Reserve um tempo para conhecer o Museu Underlinden (possui uma das obras mais dramáticas e belas do estilo gótico, o Rétable d’Issenheim de Mathias Grünewald e Niklaus von Hagenau). *Statue of Liberty (fica numa rotunda) *Musée du Jouet et du Petit Train *Koifhus (Old Custom House) *Eglise St Martin *Eglise des Dominicains *House of Heads *Gazon du Faing *Le Musée  d’Histoire Naturelle et d’Ethnographie *Espace d’Art Contemporain André Malraux.

Na hora da partida  fui premiada com a música desse senhor, com seu traje típico. Image (71)

Antes de chegar a Colmar passei por uma vila chamada Rosheim, onde encontrei essa belíssima  Igreja Romana.

Um fato curioso foi que ao entrar na igreja para conhecê-la , uma senhora distribuía  alguns papéis. Fiquei envergonhada do que li no papel. Era uma carta ao presidente  do Brasil, com um abaixo  assinado da população local,  falando da tortura e da impunidade no Brasil. Tratava do episódio  acontecido em São Bernardo do Campo -SP, em fevereiro de 2004,  onde  jovens de 21 a 24 anos foram torturados e mortos e que os culpados foram soltos em outubro de 2004 pelo júri. Essa carta pede que o  presidente tome providências para acabar com essa situação.  Incrível encontrar tão longe do Brasil, pessoas preocupadas com o direito do cidadão.

E já que estamos falando da França, que tal uma esticadinha até a região de Provence? Os campos de lavanda são maravilhosos!

A visita da Abadia de Senanque-Monges Beneditinos é uma boa pedida.

Até.

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